A partir deste ano, a UNILA passa a oferecer quatro novos cursos: Saúde Coletiva, Arquitetura e Urbanismo, Música e Cinema e Audiovisual. Muitos dos alunos selecionados nesses cursos já formalizaram suas matrículas e vêm com a expectativa de serem os pioneiros nessas áreas de atuação. Alguns também chegam à Universidade com base em histórias pessoais que determinaram suas escolhas nessas carreiras universitárias.
Nesse grupo está a estudante Sheila Isabella Montoni, que veio da cidade de Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo, para estudar Cinema e Audiovisual. O fato de ser uma das pioneiras do curso será, segundo ela, um desafio. “Por ser da primeira turma, vamos ter oportunidade de construir o curso. E estar em contato com estudantes de outros países só acrescenta em nossa cultura e é uma chance para trocar ideias e quem sabe filmar em diferentes lugares pela América Latina”, diz.
Sheila conta que é apaixonada pela sétima arte. Na sua cidade natal, ela ajudou na realização de sessões de filmes para a comunidade. E também escreve em sites e blogs, com críticas sobre cinema. Sobre o cinema latino-americano, ela acredita que apesar de haver produções com qualidade, há dificuldade no acesso a elas. “Já há muitos filmes argentinos e mexicanos de qualidade, mas falta divulgação e distribuição das produções. E assim as pessoas acabam assistindo a mais filmes padronizados”.
De Ciudad del Este, no Paraguai, Eligio Adrian Bernal veio à UNILA para se matricular em Arquitetura e Urbanismo. Com um olhar sobre a infraestrutura da sua cidade, ele relata que há muito para se trabalhar. “Falta organização em Ciudad del Este, as ruas são confusas, com muito congestionamento. E há também algumas obras abandonadas”.
Para Eligio, o fato de poder estudar com alunos de outros países será importante para ampliar sua visão sobre os problemas na área de engenharia e arquitetura. “Tenho interesse em saber como são as principais cidades da América Latina, conhecer seus problemas e suas soluções encontradas. E assim aplicar esses conhecimentos no Paraguai”, afirma.
Músico profissional, saxofonista da Orquestra Municipal de Foz do Iguaçu, o estudante Wilmar Willian Duarte teria que sair da cidade para dar continuidade aos estudos de música. E quando soube do curso na UNILA, não hesitou em se inscrever para aprimorar seus conhecimentos. “A graduação ajuda na disciplina e na técnica dos músicos. È importante a formação teórica – leitura de partituras, formação de escalas e acordes. O curso é um aperfeiçoamento do que aprendemos na vida”, diz.
Além dele, outros cinco membros da Orquestra Municipal pleitearam uma vaga no curso de Música, sendo que três deles conseguiram ser selecionados. Para Wilmar, o início da graduação em Foz do Iguaçu vai trazer mudança no olhar da cidade sobre a música. “Ela começará a ser vista de forma mais profissional e técnica”, opina.
Sobre o fato de poder estudar com alunos de diferentes países, ele acredita que não terá problema de comunicação. “A música não tem idioma porque quando estamos tocando todos estão com o mesmo objetivo. Acredito que é por meio dela que chegamos à integração de maneira mais fácil”.
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