A UNILA deu início, nessa quinta-feira (8), à fase de concretagem da fundação do Edifício Central do novo campus. O ato simbólico teve por objetivo marcar o lançamento do primeiro concreto estrutural e o início efetivo das obras civis do novo campus, quando a área destinada à fundação do edifício de 23 andares começa a receber um volume de 1.380 m³ de concreto em uma sapata gigante e em oito menores.
Para ter uma ideia da estrutura das fundações desse edifício, que terá 111 metros de altura, o volume de concreto a ser utilizado corresponde à capacidade de 230 caminhões. Somente na sapata principal serão utilizados o equivalente a 48 caminhões. Quando utilizado nas sapatas, será necessário fazer um resfriamento com gelo para reduzir o calor de hidratação do cimento e, com isso, prevenir fissuras (será a mesma técnica empregada na construção da barragem de Itaipu). Para a sapata principal está prevista a utilização de 70 toneladas de gelo, volume que será transportado em duas carretas até o canteiro de obras.
A Central de Concreto montada na área da obra, de responsabilidade da empresa Hobimix, tem capacidade de produção de 80 m³ por hora. Todos os ensaios dos elementos agregados a serem utilizados na Central de Concreto já foram realizados pela empresa contratada pelo Consórcio Mendes Júnior/Schahin. O controle de qualidade é feito pelo Laboratório de Tecnologia do Concreto da Itaipu, contratado pelo Consórcio MJS.
De acordo com o engenheiro José Carlos Sussekind, responsável técnico pelo projeto de estruturas, o edifício central da UNILA será um dos prédios mais modernos e arrojados do país em relação à incidência de ventos. Como Foz do Iguaçu tem uma das correntes de ventos mais fortes do país e em razão do formato e da localização do edifício ser num grande descampado, os projetistas dedicaram especial atenção às fundações e estruturas do prédio.